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terça-feira, 16 de abril de 2013

Compreendendo Satanás



Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo. (1 Pedro 5.8-9)

Em Isaías 45.7, Deus diz: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal. Por que Deus criou Lúcifer?
Gostaria de iniciar comentando o texto. Esse é um dos textos mais mal compreendidos da Bíblia. Parte do problema é no inglês elizabetano da versão antiga da King James. A outra parte do problema está na tradução do hebraico. O hebraico tem cerca de sete palavras distintas que podem ser traduzidas pela palavra mal. Há muitos tipos diferentes de mal. Existe o mal moral. Há o que poderíamos chamar de mal metafísico – a finitude, por exemplo. Sempre que a Bíblia fala em Deus trazendo mal sobre seu povo, é o mal do ponto de vista do povo. Quando o fogo caiu sobre Sodoma e Gomorra, o povo não viu isso como uma coisa boa. Foi uma notícia ruim. Mas, em última análise, foi bom porque foi uma expressão do julgamento de Deus sobre a iniquidade deles. Foi uma punição realizada pela mão de Deus sobre o mal. Isso não quer dizer que, visitando-os com julgamento, Deus fez alguma coisa errada, ou alguma coisa moralmente má.

Além disso, o texto de Isaías está escrito numa forma poética. Ele usa o paralelismo, um padrão de poesia comum no judaísmo do Antigo Testamento. Existem tipos diferentes de paralelismo. Um exemplo ocorre na Oração Dominical, quando Jesus diz: “Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” Mateus 6.13. Esses dois pensamentos são paralelos e basicamente sinônimos; estão dizendo a mesma coisa, apenas com palavras diferentes. Encontramos esses paralelismos com frequência nos Salmos.

Em Isaías 45.7 temos duas afirmações próximas, que são um paralelismo antitético. O primeiro versículo diz: “Eu formo a luz e crio as trevas”. Luz e trevas são opostos, são contrastes, um é antítese do outro. Isso, é chamado de paralelismo antitético.

A afirmação seguinte tem o mesmo tipo de antítese, mas como está formulada? “Faço a paz e crio o mal”. Não parece certo, porque em nosso vocabulário, paz e mal não são antônimos. Enquanto luz e trevas são opostos, os dois seguintes não são. O que o texto está dizendo é que, da mesma forma que Deus derrama boas coisas sobre este mundo, ele também traz calamidades em seu julgamento. O texto não está falando sobre criação original. Infelizmente essa linguagem persiste nas traduções.

Agora, por que ele criou Lúcifer? Não sei. Mas Lúcifer não foi criado mau. Devemos lembrar que Lúcifer foi criado como um anjo – que posteriormente rebelou-se contra o céu.

A Bíblia diz que todo poder é dado por Deus. Como podemos explicar o poder que Satanás e homens como Hitler tiveram no passado?
Deus diz que ele é onipotente, todo poderoso em si e por si mesmo, e também que ele é a fonte de todo poder e de toda autoridade neste mundo. Portanto, o próprio diabo é subordinado e dependente de Deus para qualquer poder e autoridade que ele exerça neste mundo.

A questão que você está levantando não é diferente da pergunta que o profeta Habacuque fez enquanto permanecia em sua torre de vigia e se queixava contra Deus, porque ele estava vendo uma nação estrangeira, conhecida por sua inexprimível crueldade, atacar e matar o povo judeu –, o próprio povo de Deus. Habacuque lembrou a Deus que ele era tão puro, que não podia nem mesmo contemplar a iniquidade. Como podia Deus permitir que esse poder estrangeiro, esse poder perverso fosse usado? Basicamente Deus respondeu o seguinte: “Espere um pouco, não usei uma nação inimiga como instrumento para punir Israel, porque Israel é mais perverso do que a outra nação. Estou fazendo isso para castigar meu próprio povo que tão abundantemente o merece. Mas a outra nação também terá o seu castigo”. Eis porque devemos ser muito cuidadosos ao falar que Deus está sempre do nosso lado. Ele pode levantar qualquer país para punir outro país como um instrumento de julgamento contra nós –, porque todo poder está nas mãos dele.

Quando eu estava estudando na Europa na década de 1960, vinte anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial as livrarias de Amsterdã estavam cheias de literatura sobre isso. As memórias ainda estavam muito vívidas e doloridas para povos que sofreram muito mais do outros naquela ocasião. Lembro-me de ter lido um livro, que trazia documentos particulares de Hitler fotocopiados e impressos, intitulado Hitler, the Scourge of Europe [Hitler, o flagelo da Europa]. Uma das páginas mostrava uma inscrição antiga de diário que estava rabiscado com a letra do próprio Hitler: “Esta noite fiz uma aliança com Satanás”. Ele não estava brincando. Houve um esforço sério de Adolf Hitler para garantir a participação ou assistência do príncipe das trevas nos programas que ele estabeleceu. Obviamente, tudo isso aconteceu debaixo da soberania de Deus. Deus teve razões para permitir que aquilo acontecesse em determinada
ocasião, mas certamente ele reserva aquele momento no qual seu julgamento poderoso cairá sobre Satanás e sobre pessoas como Hitler, e o poder de Deus será finalmente demonstrado.

Satanás recebeu o poder de domínio sobre a terra até a volta de Jesus? Em caso afirmativo, por que lhe foi dada essa autoridade?
Há apenas um supremo Senhor sobre todo o mundo, e este é Deus. O Antigo Testamento nos diz que o conceito global de domínio foi compartilhado com Adão e Eva. Ao ser humano foi dado o domínio sobre a terra para ser o vice-regente de Deus, isto é, vice-rei para representar o reinado de Deus neste planeta. Na verdade, fizemos uma terrível confusão com tudo isso, e fomos mais e mais subjugados ao poder de Satanás. Esse poder de Satanás foi enfrentado não apenas com um golpe significativo, mas com um golpe fatal por Cristo em sua encarnação.

Somos ensinados, antes de tudo, que Deus o Pai dá a Jesus toda autoridade no céu e na terra. Em sua ascensão, Cristo está assentado à mão direita de Deus onde ele é coroado Rei dos reis e Senhor dos senhores. Esse foi um golpe tremendo sobre todos os poderes mundanos ou satânicos, principados e iniquidade espiritual nos lugares altos. Portanto, se você me pergunta quem está no domínio deste mundo agora, creio que o Novo Testamento é perfeitamente claro sobre isso. Aquele que está com o domínio é o Senhor. O Senhor Deus onipotente reina e Cristo o Senhor reina sobre este mundo agora. Seu reino pode não ser deste mundo, mas certamente inclui este mundo, e Jesus tem toda autoridade sobre o céu e a terra.

Neste exato momento, enquanto você lê este livro, a autoridade e o poder de Satanás são limitados e subordinados à autoridade que é investida em Cristo. Exatamente agora Cristo é o Rei desta terra. Seu reino é invisível e nem todos o reconhecem. As pessoas estão se submetendo mais e prestando maior obediência ao príncipe das trevas do que ao Príncipe da Paz, mas esse é um ato de usurpação de Satanás. Seu poder é restrito, limitado e temporal. Resumidamente, o que aconteceu foi o seguinte: o poder e a autoridade de Satanás sofreram um golpe fatal de Cristo. A cruz, a encarnação, a ressurreição e a ascensão enfraqueceram tremendamente qualquer poder ou autoridade que Satanás gozasse, mas não o aniquilou. Isso virá depois, quando Cristo completar sua obra de redenção com a consumação de seu reino. Todas as coisas serão trazidas em cativeiro a ele, e todo joelho se dobrará diante dele, inclusive os anjos caídos que se curvarão em submissão à sua autoridade.

À luz da soberania de Deus, qual deveria ser a atitude ou reposta do cristão quando está sujeito aos ataques de Satanás?
Uma das dificuldades que o cristão tem é reconhecer uma investida de Satanás, quando ela acontece. Lembre-se de que Satanás é um ser angélico, é um ser espiritual e é invisível. Nem sempre é fácil discernir a presença do inimigo, embora o Novo Testamento nos advirta de que a luta na qual estamos envolvidos não é contra carne ou sangue, mas contra os principados e potestades e contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais, incluindo ataques de fontes satânicas.

Martinho Lutero sentiu ataques furiosos de Satanás em certas ocasiões de sua vida, a tal ponto que eram quase tangíveis. Pelo menos em uma ocasião ele agarrou tinteiro e o atirou do outro lado do quarto, supostamente contra Satanás. Ele não podia ver a presença de Satanás, mas tinha certeza de que estava experimentando a opressão e o ataque desenfreado do príncipe das trevas, o inimigo mortal de todos os cristãos. Um dos grandes problemas, contudo, é saber quando isso está acontecendo.

A Bíblia nos adverte que Satanás se disfarça como um anjo de luz, isto é, ele se manifesta sob os auspícios do bem. Satanás não sai por aí parecendo uma pessoa caricata, grotesca, vestido de roupa de lã vermelha, com chifres e um tridente, ao contrário, ele é muito mais sedutor e inteligente do que isso e pode aparecer, como as Escrituras nos dizem, como um anjo de luz para enganar, se possível, até os eleitos de Deus. Portanto, devemos estar atentos para as sutilezas daquele que é o príncipe das trevas e o príncipe da falsidade.

Satanás é descrito como o acusador, o mentiroso e o tentador. Nós o vemos mentindo, distorcendo a verdade, nós o vemos envolvido na tentação e acusando os santos.

Na época atual, o Espírito Santo nos convence do pecado de modo que nós o reconheçamos e nos arrependamos dele. Se estamos perturbados a respeito de algum pecado, pode ser o Espírito Santo trabalhando em nós, ou pode ser Satanás nos acusando. Como reconhecer a diferença? Basicamente sabemos que há algo doce e positivo na convicção do Espírito Santo. O objetivo do Espírito é nos trazer à razão. Ele nos torna humildes, ele nos leva a um coração contrito, mas ele não nos aniquila. Satanás tenta nos levar ao desespero. Os objetivos dele são nossa desesperança e destruição, e um dos primeiros métodos que ele usa para conseguir isso é a acusação. As Escrituras nos dizem, em 1 Pedro 5.8 que Satanás anda ao redor como um leão rugindo procurando devorar quem ele deseja. Entretanto, outra imagem que temos é a de Satanás fugindo com o rabo entre as pernas, quando as Escrituras nos dizem que, se nós resistirmos, ele fugirá de nós. Aqui precisamos da armadura de Deus, a Palavra de Deus e a aplicação dessa Palavra através do poder do Espírito, e temos a promessa de que Satanás fugirá.

O diabo pode ler a minha mente?
Não tenho certeza disso, também não tenho conhecimento extenso dos poderes de Satanás. Sei que Satanás tem mais poder do que poderíamos encontrar entre os seres humanos. Ao mesmo tempo, sei que Satanás não é divino; ele não é Deus e não tem atributos nem poderes divinos. Ele é uma criatura com as limitações que são normalmente encontradas nas criaturas. Ele é um anjo.

A Bíblia não nos dá uma lista completa dos poderes dos anjos. Eles são mais poderosos que as pessoas, mas muito menos poderosos do que Deus. Deus, claro, pode ler nossa mente. Deus é onisciente. Ele conhece seus pensamentos. Ele conhece seus pensamentos assim que você os pensa – “Ainda a palavra me não chegou à língua e tu, SENHOR, já a conheces toda” (Sl 139.4). A tendência dos cristãos é pensar que desde que Deus é um ser sobrenatural e pode ler nossa mente, Satanás, que também é um ser sobrenatural, também deve ser capaz de ler as mentes. Mas os poderes de Satanás não são iguais aos de Deus.
Uma pergunta semelhante seria: Satanás pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo? Estou inclinado a dizer que não. Duvido que durante minha vida eu tenha que me preocupar a respeito de Satanás ler a minha mente, porque provavelmente nunca o encontrarei. Ele só pode estar em um lugar de cada vez. Ele é uma criatura, e criaturas, por definição, são limitadas em tempo e espaço. Portanto, Satanás não pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Ele tem assistentes menores, e pode mandar um deles para me atormentar, e para tentar você e acusá-lo, mas terá que economizar seu tempo e energia para pessoas que têm mais influência do que eu.

Satanás centralizou seus ataques em Jesus no Novo Testamento. Durante a tentação de Cristo, ele falou com ele, pois sabia o que Jesus estava pensando por causa daquilo que ele dissera. Mas além disso, não vejo nenhuma razão para crer que Satanás possa ler a sua mente ou a minha. Esse pode não ser um poder divino. Ele pode ser capaz de fazê-lo, mas não tenho nenhuma razão para crer que ele possa.

Por que Satanás é representado de forma cômica, como um homem vestido de roupa vermelha e com um tridente na mão quando na realidade ele é o inimigo de nossa alma?
Mesmo uma leitura rápida das Escrituras indica que essa visão de Satanás é estranha à Bíblia. A Bíblia de forma nenhuma apresenta Satanás em trajes cômicos, ao contrário, ela o descreve como alguém que se apresenta mascarado como um anjo de luz. Não existe nada leviano nem tolo a respeito dele. Sob o disfarce de bondade, ele simula a bondade e pode seduzir as pessoas não apenas por sua esperteza mas também por sua aparente beleza.

Penso que a última forma na qual poderíamos esperar que Satanás se apresentasse seria numa roupa vermelha, de lã, que lhe causaria coceira, com cascos enluvados e chifres, rabo e tridente. De onde surgiu essa descrição e por que temos essa imagem de Satanás com aparência tão cômica? Na Idade Média, o povo de Deus era muito preocupado com a influência de Satanás em suas vidas. Eles eram fervorosos em sua tentativa de preservar a própria alma do arqui-inimigo, que tentaria destruí-los. A igreja tratou, com grandes detalhes, de ritos e rituais de exorcismo contra espíritos malignos. Eles invocavam certos anjos, como São Miguel, para proteger as pessoas dos ataques de Satanás. Também formularam a ideia de que o ponto mais vulnerável de Satanás, o ponto que causou sua queda do céu, era o seu orgulho.

A Bíblia dá imagens diferentes de Satanás. Ela diz que ele anda como leão que ruge, procurando devorar aqueles a quem deseja. Jesus disse a Simão: “Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo” Lucas 22.31. Recebemos essa imagem de um poder esmagador de Satanás. Entretanto, a outra imagem sobre a qual as Escrituras nos falam é: “Resisti ao diabo e ele fugirá de vós” Tiago 4.7. Portanto, em minha imaginação, eu o vejo como um leão rugindo, que rosna ferozmente, mas quando se resiste a ele, ele foge com o rabo entre as pernas.

A igreja pensou que a melhor maneira de se ver livre dos ataques de Satanás era ridicularizá-lo, insultar seu orgulho. Então, formularam caricaturas ridículas para conseguir seu intento. O que aconteceu foi que a geração seguinte viu as caricaturas e os cartazes grotescos e disseram que nossos pais realmente criam que o diabo era daquele jeito. Sem dúvida, isso não era verdade – eles sabiam muito bem que o diabo não era daquele jeito –, quanto a nós, recebemos a tradição sem a explicação.

Fonte: Boa pergunta, R. C. Sproul, Editora Cultura Cristã


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Bíblia - Palavra de Deus ou invenção do homem?




Instrução Básica
2 Timóteo 3:14-17

Mente e coração
“Nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.” 2Pe 1:21

Roteiro da Semana
Domingo: Efésios 6:17-18
Segunda: Provérbios 2:1-6
Terça: 1 Tessalonicenses 2:10-13
Quarta: Isaías 40:6-8
Quinta: Provérbios 30:5-6
Sexta: Salmos 119:9-11
Sábado: Deuteronômio 6:24

Texto e contexto
A instrução básica do nosso estudo trata do apóstolo advertindo o jovem pastor a estar atento para a maldade dos homens nos últimos dias. Eles seriam egoístas, avarentos, arrogantes. Resumindo: mais amigos dos prazeres que amigos de Deus (2Tm 3:1-4). Mas além desse perigo externo havia um perigo interno: falsos mestres dentro das igrejas estariam ensinando coisas contrárias à Bíblia. Paulo já havia advertido os presbíteros em Éfeso de que isso aconteceria (At 20:29-30), por isso ele novamente retoma o conselho a Timóteo. Neste caso, Paulo menciona o ensino de alguns homens, Himeneu e Fileto, que afirmavam que a ressurreição já havia acontecido. A instrução de Paulo é para que Timóteo permanecesse naquilo em que já havia sido instruído: as sagradas letras. O melhor antídoto contra o erro é o ensino da verdade.

Texto e vida
Em 1845, a fracassada Expedição Franklin velejou da Inglaterra procurando encontrar uma passagem no Oceano Ártico. A tripulação carregou os seus dois veleiros com muitas coisas desnecessárias: uma biblioteca de 1200 volumes, porcelana fina, talheres de prata para cada oficial com as suas iniciais gravadas nos cabos. Incrivelmente, cada navio levou apelas 12 dias de provisão de carvão para os seus motores auxiliares a vapor, e quase nenhuma roupa para suportar o frio Ártico.

Se considerarmos a atitude dos viajantes como insensatez, podemos dizer que muitos crentes vivem da mesma forma insensata, carregando na sua bagagem um grande número de inutilidades ao invés de ter consigo o que é útil. A Palavra de Deus é útil (2Tm 3:16). E da mesma forma como aqueles expedicionários não poderiam prescindir de alimento, instrumentos de orientação, armas e provisão nós também não podemos abrir mão da Bíblia. Não se permita continuar a jornada da vida sem a Palavra consigo; vai dar em fracasso.

Foco
Munir você de argumentos a favor da autoridade divina da Bíblia, e te conduzir a confiar na inspiração das Escrituras.

Esquentando os motores
Nesta lição vamos tratar de evidências da veracidade da Bíblia como a Palavra de Deus.

Para iniciar a aula, tivemos uma dinâmica para desvendar um crime, ou seja, encontrar quem foi o criminoso com base em algumas evidências encontradas deixadas por ele. Da mesma este caso foi desvendado a partir de evidências, nós veremos que a Bíblia é realmente a Palavra de Deus.

Partida
“Contra fatos não há argumentos” é o que diz o ditado popular. Por isso temos de analisar os fatos (ou as evidências) que comprovam que a Bíblia é mesmo a Palavra de Deus e não produto da mente humana. Veremos primeiramente as evidências externas, ou seja, as provas fora do texto das Escrituras que confirmam a sua autoria divina e não um livro meramente humano.
  •  Evidência externa

a)      Quanta cópia!
Muitos críticos da Bíblia acusam os cristãos de serem inocentes demais por confiar em um texto que eles dizem ter sido adulterado ao longo dos séculos. Pode até ser que os escritos originais fossem a Palavra de Deus, mas como saber se a Bíblia que temos hoje é confiável? – perguntam eles. É verdade que atualmente nós não temos mais nenhum documento original nem do Antigo nem do Novo Testamento. Mas nem por isso podemos negar a credibilidade da Bíblia.

Lembram-se do filme Tróia, com Brad Pitt? Aquele filme é um livro antigo chamado A Ilíada, de um escritor grego chamado Homero. Dentre os mais antigos este é o documento antigo que tem a maior quantidade de cópias: ao todo são 643 cópias. Sabem quantas cópias existem somente do Novo Testamento? Mais de 24.000! Lembrando que isso só do Novo Testamento. E apesar das diferenças que possam existir no texto de uma cópia para outra, os arqueólogos podem comparar uma grande quantidade de manuscritos a fim de chegar a um texto que se aproxime ao máximo do original.

Podemos provar facilmente que, mesmo depois de mais de 4.000 anos, o texto da Bíblia ainda permanece muito fiel ao que foi escrito pela mão dos seus autores.

b)      Ouça os inimigos
Se alguém que não gosta de vocês os elogiasse para outra pessoa, podem acreditar: aquilo foi um elogio verdadeiro. Muitas pessoas que eram contra o cristianismo testemunharam a favor da autenticidade histórica da Bíblia, pois ela é verdadeira.

Só para citar um exemplo: o historiados judeu, Flávio Josefo, escreveu: “Com esse temperamento, Anano concluiu que o momento lhe favorecia uma boa oportunidade, pois Festo havia morrido, e Albino ainda estava a caminho. Assim, reuniu um conselho de juízes, perante o qual trouxe Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, junto com alguns outros, e, tendo-os acusado de infração à lei, entregou-os para serem apredejados” (Antiguidade XX 9:1). Este trecho menciona quatro personagens descritos na Bíblia: Anano (o sumo sacerdote Ananias em At 23:2), Festo (governador da Palestina At25:1), Tiago (o meio-irmão de Jesus citado em At 15 e autor da epístola de mesmo nome) e o próprio Jesus. Se até os inimigos de Jesus confirmam a existência de tantos personagens históricos da Bíblia, quem mais pode negá-la?

Este é apenas um exemplo e que existem outras citações de outros autores que favorecem a autenticidade do registro da Bíblia.

  • Evidências Internas:
          Devemos olhar também para as provas que fazem parte do próprio texto bíblico que autenticam a origem divina da Palavra de Deus.

a)      Menino! Eu vi
Leia com os alunos o texto de 2Pedro 1:16. O apóstolo Pedro está lembrando os seus leitores de que as histórias a respeito de Jesus, neste caso a transfiguração, não foram inventadas como se fossem um filme do tipo Avatar, mas que ele estava lá e viu o que aconteceu, por isso ele podia contar. Em quem vocês preferem acreditar: em alguém que viu um fato acontecer, ou alguém que ouviu de outra pessoa?

Leia os textos seguintes: Lucas 1:1-3, 1João 1:3, Atos 2:22, João 19:35. Ao final, destaque com eles o fato de que, para fazer parte do Novo Testamento, um livro teria de necessariamente ter sido escrito por um dos apóstolos ou seu autor ter convivido com eles.
  
b)      A assinatura de Deus
A profecia mostra que Deus revelou eventos futuros na sua Palavra: a profecia de Jeremias sobre o tempo do cativeiro na Babilônia (Jr 25:11-12); a profecia do decreto de Ciro em Isaías 44:28, 45:1-3, 45:13 foi feita cerca de 150 anos antes de Ciro invadir a Babilônia e libertar os judeus (cf. Ed 1:1-3; 6:3)

Mas nada é tão impressionante quanto a infalibilidade das profecias relacionadas ao Messias:
·         Nascido de uma virgem: Isaias 7:14. Cumprido em Mateus 1:23
·         Onde iria nascer: Malaquias 5:2. Cumprido em Mateus 2:1
·         Onde iria morar: Isaías 9:1-2. Cumprido em Mateus 4:12-16
·         Sua entrada em Jerusalém: Zacarias 9:9. Cumprida em Mateus 21:1-5
·         Quem seria o seu traidor: Salmos 41:9. Cumprido em Mateus 26:21-25.

O professor americano Peter W. Stoner examinou oito profecias sobre Jesus e concluiu que a probabilidade dos oito casos serem coincidências é de 1 em 1017, ou seja, 1 em 100 quadrilhões (100.000.000.000.000.000).

c)       A mesma do começo ao fim
Aqui escrevemos uma história em conjunto, na qual o aluno seguinte não sabia o que o aluno anterior escreveu. O resultado da mesma não mostrou muita coerência, na verdade ficou bastante sem sentido. :-) Caso queira ler a carta criada na classe, está neste link:
https://docs.google.com/document/d/1SZZHMRuHjkYIYRc81idvsSr3gkbVuG1hhFVMHsJ-9lo/edit?usp=sharing.
Fizemos esta dinâmica para mostrar como é difícil criar uma história tão parecida mesmo falando a mesma língua, tendo idades parecidas, alguns interesses em comum, etc. 

Entretanto a Bíblia foi escrita:
·         Durante 1.600 anos, de Moisés (1500 a.C) até João (antes de 100 d.C);
·         Por 40 autores diferentes. Desde Isaías que era nobre até Pedro que era pescador;
·         Em três línguas diferentes (Grego, Hebraico e Aramaixo), três continentes (Ásia, Europa e África), diversas culturas e para destinatários diferentes.

Mesmo com todas essas distinções, a Bíblia de Gênesis a Apocalipse tem um mesmo assunto: a glória de Deus, contrastada no pecado do homem que é alcançado pela redenção em Cristo.

d)      Isso é o que ela diz
Talvez o melhor argumento para compreender que a Bíblia é realmente a Palavra de Deus e não um livro comum é porque ela mesma afirma isso acerca de si. Vemos isso especialmente no texto da Instrução básica dessa lição (2 Timóteo 3:14-17). O apóstolo Paulo está incentivando Timóteo a permanecer convicto na Palavra de Deus mesmo diante de falsos ensinos. Afinal, ele diz que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (v.16)

A palavra “inspirada” também pode ser traduzida como “soprada por Deus”. OU seja, o foco está mais na ação de Deus em soprar do que no ato do homem de inspirar. “Com isso estamos dizendo que o Deus que se revelou esteve “expirando” os homens que ele mesmo separou para registrarem esta revelação. A inspiração bíblica garante que seja registrado de forma veraz aquilo que a inspiração profética fazia com respeito à palavra do profeta, para que ela correspondesse literalmente à mente de Deus.”

Mas alguém pode dizer: “Ora! O testemunho da Bíblia não vale, afinal ela está defendendo a si mesma.” Claro que vale! Não há testemunho maior que o dado pelo próprio Deus, afirmando que ela é sua palavra.

Pit Stop
A Bíblia é a Palavra de Deus, quer creiamos nela ou não. E como revelação da vontade de Deus para o ser humano, ela exige de nós uma responsabilidade: obediência. A única forma de cumprir com essa responsabilidade é tendo um contato diário com a Bíblia, tornando-a o parâmetro de nossa fé e do modo como vivemos.

Chegada
Não há como fugir das evidências de que a Bíblia é a Palavra de Deus. Isso pode ser provado com segurança a partir de argumentos que encontramos dentro e fora dela.

Tenha um momento de intercessão pelos colegas de UPA para que se fortaleçam na certeza de que a Bíblia é a Palavra de Deus, se alimentem dela, com prazer, a cada dia.

Super-ação
Tratem a Bíblia como ela realmente é: a Palavra de Deus. Estudem-na diariamente. Memorizem-na. Façam todo esforço para obedecê-la. Agindo assim, além de andar em obediência ao Senhor, vocês serão exemplo para outras pessoas.

Apresentação usada nesta aula está a seguir:

terça-feira, 17 de julho de 2012

Dúvida: o que ela é (e o que não é!)



Mente e coração
“Agora, vemos como em espelho, obscuramente; então face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.” 1 Coríntios 13:12

Texto e contexto
Tanto cristãos quanto filósofos pós-modernos mostram que é impossível, ao lidar com toda a realidade, forçar uma certeza matemática em todo teste da verdade. A vida simplesmente não é assim. E o fato é que, se em cada etapa a ciência acreditasse consistentemente nisso, ela entraria em colapso. O próprio Einstein colocou em dúvida a ilusão da certeza matemática. Disse: “Até o ponto em que as proposições da Matemática se referem à realidade, elas não são certeza; até o ponto em que são certeza, não se referem à realidade”. (complicado de entender. Mas no decorrer da leitura vai ficar mais claro J). O melhor modo de descrever nossa busca por certeza na vida seria dizer que é a procura por um alto grau de certeza, ou uma certeza cheia de significado. (...) Não podemos atribuir a dúvida apenas a céticos e incrédulos, já que ela é parte de nossa fragilidade como seres humanos. Somos criaturas limitadas.

Texto e vida
“Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé” (Mc 9:24)
“Não sabemos o nome do homem que falou essas palavras notáveis a Jesus. Quem quer que ele tenha sido, suas palavras expressam com perfeição a ansiedade de muitos cristãos. Eles descobriram em Jesus Cristo algo muito maior do que jamais ousaram sonhar. Deus parece muito próximo, mas algumas dúvidas incômodas ainda permanecem.

Será que posso mesmo acreditar no Evangelho? Será que não é com demais para ser verdade? Deus me ama realmente? Posso ser útil para Ele? Bem no íntimo, muitos cristãos têm essas dúvidas, mas se envergonham disso. Então as suprimem, na esperança de que desapareçam. “Às vezes desaparecem – porém, muitas vezes, não”. Retirado do livro “Como lidar com a dúvida sobre Deus e sobre você mesmo” de Alister McGrath, Editora Ultimato.

Foco
  • Entender que ter dúvida em todas as áreas da vida é normal;
  • Compreender quais são as causas da dúvida;
  • Sentir-se motivado a compartilhar as dúvidas com cristãos mais experientes que possam ajudar.

Esquentando os motores
A dúvida está no ser humano. Vocês podem não perceber, mas ela os acompanha durante a vida inteira – ou, pelo menos, a partir da idade em que vocês passam a ter capacidade para fazer escolhas baseadas em avaliação e julgamento.
Coada dúvida colocará vocês diante de possibilidades a serem escolhidas e, consequentemente, de opções a serem feitas. Algumas poderão ser adiadas e outras serão tão importantes que mudarão o curso de sua vida inteira. Cristãos e não cristãos partilham várias dúvidas comuns relacionadas à vida secular. Os cristãos não têm vergonha de admitir que ficaram em dúvida entre fazer curso técnico ou faculdade ou entre cursas Medicina e Engenharia. Mas há certos pontos em que sentem vergonha de admitir que têm dúvidas. Esses pontos estão relacionados à fé e a assuntos essenciais a ela. O que a maioria dos cristãos não sabe é que é comum ter dúvidas nesta área da vida também.
Neste momento da aula foi distribuída uma folha em branco e lápis para cada um colocar suas dúvidas mais profundas sobre sua espiritualidade, Deus, Cristo, Evangelho, Espirito Santo... Colocamos as perguntas dentro de uma caixa de sapato. A mesmo será aberta na lição de número 9. A intenção é que a maioria destas perguntas sejam respondidas não pelo professor, mas pelos próprios participantes da classe da UPA, com base em tudo o que aprendemos nas 8 lições anteriores. Será um momento bem interessante.

Partida
Muitos cristãos preferem não falar de dúvidas relacionadas à fé. Alguns sentem horror só de pensar nelas. Essas pessoas acham que, de certa maneira, estarão ofendendo a Deus e pecando por pensarem ou admitirem suas dúvidas. Seguindo esta linha de pensamento, têm vergonha de compartilhar as suas dúvidas com outros irmãos, temendo ser tachado de cristão “fracote” ou sem fé. E, assim, acabam sofrendo sem necessidade ao sufocar suas dúvidas – e, que é pior, por vezes se afastam de Deus e da igreja. Para entender direitinho o que acontece com o cristão que se encontra passando por tal situação, vamos, primeiro entender o que a dúvida não é, o que ela é e por que ela existe.

O que a dúvida não é
Muitos cristãos, com frequência, confundem a dúvida com duas ideias que podem parecer semelhantes – mas não são. Este é um dos principais motivos que os levam a ter dificuldade para lidar com ela. Em primeiro lugar, ter dúvida é diferente de ser cético. Cético é aquela que decide duvidar de tudo por uma questão de princípios, afirmando não existir a verdade – e, se ela existisse, o homem seria incapaz de conhecê-la. Em segundo lugar, ter dúvida é diferente de ser incrédulo. O incrédulo toma a decisão de não ter fé em Deus por um ato de vontade, e não por uma dificuldade para entender.

O que a dúvida é
Na maioria das vezes, no campo da fé, duvidar significa perguntar ou expressar incertezas. A pessoa que passa por isso, de fato, crê, porém enfrenta obstáculos em relação à sua fé. Ela pode, também, ter alguma preocupação originária em questões não esclarecidas. Essa dúvida surge não porque a pessoa quer duvidar, mas porque ela não entendeu determinados pontos da fé que deveria ter entendido para continuar no caminho que Cristo estabeleceu para a sua igreja na terra. Uma coisa tem de ficar claro: fé e dúvida não se excluem.

Por que a dúvida surge?
A dúvida por ser considerada um sintoma da fragilidade humana ou da relutância em confiar em Deus por completo. Ambas tiveram origem com a entrada do pecado no mundo. Antes, o homem, Adão, conversava diretamente com Deus e, em um diálogo aberto, não tinha motivos para ter dúvida. Por um ato de desconfiança. Adão e Eva colocaram em dúvida as palavras de Seu Senhor para creditar em um animal que estranhamento se comunicou com eles. Este ato de dúvida deu entrada ao pecado no mundo. Ler Gênesis 3:1-5.

A dúvida poder ter origem antes da conversão. São questões não resolvidas que uma pessoa, ao se converter ao cristianismo, leva com ela. Imaginem um cabo de guerra. De um lado, temos dúvidas reais, que impedem ou atrapalham a pessoa de crer. Do outro, temos o evangelho, cuja atração é irresistível. Então, essa atração ao evangelho é tão intensa que, apesar das dúvidas, a pessoa se converte. Mas as dúvidas não desaparecem: continuam do outro lado da corda, dando puxões ocasionais. O cristão, em algumas ocasiões, sente-se fraco e indeciso, mas nutre a esperança de ver as dúvidas e dificuldades resolvidas, à medida que cresce na fé.

A maneira pela qual vocês se converteram estabelecerá um programa para que possam crescer na fé e em entendimento da Palavra, definindo o que precisa ser esclarecido. Como foi a sua conversão? Foi mais ou menos a descrição acima? Ou vocês se entregaram a Jesus sem dúvida?

Parar para pensar como e quando foi sua conversão pode ajudar vocês a ver quais dúvidas vocês trouxeram antes de s converterem.

Lembranças do pecado e da fragilidade humana
A dúvida reflete a presença contínua e o poder do pecado dentro de nós. Isso nos lembra de que somos carentes da graça divina. Ignorar o pecado ou fingir que ele não está presente só porque agora somos convertidos demostra falta de entendimento da Bíblia e da seriedade do pecado humano, que não deixa de existir mesmo dentro dos escolhidos por Cristo. Quando nos convertemos, há uma mudança em nós e passamos a lutar contra esse mal que habita em cada ser humano – esta batalha só será vencida no dia da volta de Cristo, quando formos restaurados por completo. Mas, por enquanto, estamos em plena guerra diariamente, a qual tem os seus efeitos sobre nós, e um deles é a dúvida. Não estamos neste campo de batalha sozinhos: Deus está conosco, dando-nos força e os instrumentos para que fortaleçamos nossa fé.

Leia Filipense 2:12-13

Além do pecado, a dúvida tem a sua causa na fragilidade humana. Somos limitados, criaturas pequenas e pecadoras, como queremos entender tudo? Como compreender um Deus Todo-Poderoso, infinito em sabedoria, onipresente, onisciente, onipotente e triuno, com uma mente tão limitada? É com tentar colocar o universo dentro de uma semente – simplesmente não dá. Por isso, Deus não nos revelou vários mistérios, e os que nos revelou ele fez por meio de analogias e imagens, para que nossa mente pudesse entender. Lembrem-se de Jesus e o seu ensinamento pro meio de parábolas, para que o povo pudesse captar a mensagem. Assim é Deus conosco por meio da Bíblia.

Devemos aprender a confiar no Senhor naquilo que nossa mente não puder alcançar. A certeza é que enfrentaremos dificuldades para entender Deus e o mundo – no entanto isso significa que colocamos nossa fé no alvo errado, e sim apenas somos o que somos: seres humanos.

Pit stop
Reflitam sobre sua vida cristã. Como ela está? Há muitas dúvidas relacionadas à sua fé? Você consegue identificar a origem delas? Será que, com o estudo da Palavra, conversa com os amigos e oração, elas podem ser eliminadas ou diminuídas?

Chegada
O fato de sermos humanos põe limites ao que conseguimos conhecer e entender. Cabe a nós saber quais são eles e como nos afetam. Temos de ter em mente o que podemos esperar conhecer e p que nossa mente jamais poderá aprender. A dúvida nasce, em parte, por causa de expectativas irreais que criamos referentes à certeza. Não temos de sair provando para o mundo que determinadas coisas são verdade. Muitas delas serão compreendidas unicamente pela fé. Estar preparado para aceitar as limitações faz parte do caminho do cristão rumo ao crescimento espiritual.

Bíblia e Família
Busque conversar com seus pais ou com cristãos mais velhos com quem tenham intimidade sobre as dúvidas e inquietações sobre a fé e a vida cristã. Também leiam a Bíblia (Ao seguir temos algumas dicas sobre versículos referentes a dúvidas que temos)

Um pouco mais
Sugiro como ponto de partida a leitura do livro Como lidar com a dúvida sobre Deus e sobre você mesmo, Alister McGrath, Editora Ultimato.

Leituras
Fp 2:12-13
Hb 1:1-4
Hb 2:1-2
1Jo 5:1-5
Sl 90:1-4
Sl 91:1-4
Sl 99

domingo, 15 de julho de 2012

Está Perdido? Nós temos a direção.


"Pois este meu filho, estava morto e voltou a vida; estava perdido e foi achado." Lc 15:24
Este foi o versículo que moveu nosso acampamento de férias 2012.

Tivemos como preletor o Pr. Jorge Noda que nos trouxe palavras muito abençoadas, também tivemos estudos em grupos menores e claro muita alegria e descontração.

Na última noite do acampamento Pr. Carlos Alberto ministrou a Palavra onde tivemos muitos jovens e adolescentes que tinham chegado perdidos, entregando sua vida para Jesus e encontrando o caminho para a salvação.

Abaixo, temos alguns links que mostram somente "alguns" dos momentos especiais que tivemos.

Que Deus continue falando e usando cada um dos jovens e adolescentes que estiveram neste acampamento. A você que não pode ir, te esperamos no próximo.

Links interessantes:

Fotos do acampamento:

Canal onde temos os vídeos que foram feitos no acampamento, tais como, "Policiais anti sequestro", jegue-girls entre outros:


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Aproveitando as oportunidades - Exercendo a benignidade e a bondade



Instrução básica
3 João 1:11

Mente e coração
“Porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade.” Efésios 5:9

Texto e Contexto
Benignidade e bondade são virtudes que indicam o desejo de satisfazer as necessidades de outros. Por estarem intimamente relacionadas, iremos considerá-las juntas neta lição. A benignidade é um desejo sincero de felicidade para os outros, é uma disposição interna, criada pelo Espírito Santo, que faz com que sejamos sensíves às necessidades físicas, emocional e espiritual de outras pessoas. Já a bondade é a benignidade em ação, ou seja, a bondade envolve ações deliberadas que são uteis para outras pessoas.

Cristo manifesta de modo pleno essas virtudes. Sendo o Filho de Deus, ele demonstrou compaixão pelos pecadores, pregou o evangelho e libertou pessoas oprimidas (Lc 4:18; Mt 9:36; 14:14; 15:32; 20:34; Mc 1:41; Mc 6:34). À semelhança de Cristo devemos ser bondosos e benignos. As escrituras declaram: “não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais a viu a Deus.” (3Jo 11)

Texto e Vida
A solidariedade do homem é revelada diante das catástrofes que assolam o mundo. Em geral, as pessoas se unem para amenizar a dor daqueles que sofrem com as enchentes, terremotos, tsunamis, e com tantas outras catástrofes naturais. A manifestação dessa bondade é útil e justa, mas não expressa o que é mais importante, a glória de Deus (1 Co 10:31). Neste sentido, somente os filhos de Deus recebem e podem expressar as virtudes da bondade e da benignidade de forma agradável e aceitável a Deus. Quando o cristão realiza um ato de bondade, ele não faz para conquistar a salvação ou para ser visto e aplaudido pelos homens, antes ele faz em nome de Cristo, visando à manifestação da glória de Deus.

Infelizmente, somos tentados e inclinados a buscar o bem somente daquelas pessoas com as quais temos alguma afinidade: familia, amigos, irmãos e vizinhos. Porém as Escrituras mostra que devemos ser bondosos e benignos com todos os homens, inclusive com os desprezíveis, ingratos e maus. Realmente, é muito difícil ser amável com uma pessoa ingrata, mas se a graça de Deus estiver atuando em nosso coração, certamente seremos capazes de expressar a bondade (Mt 5:44-45). Aliás, fomos criados por Deus e recriados em Cristo para as boas obras (Ef 2:8-9). Isto significa que faz parte do caráter do filho de Deus ser benigno e bondoso, atuar com amor e graça, suprir e ajudar o próximo.

Foco
  • Devemos compreender que a bondade e a benignidade devem estar presentes na vida daqueles que são transformados por Cristo;
  • Praticar a bondade todos os dias e em todos os lugares, inclusive com os “inimigos”.


Partida
Qual foi a atitude mais bondosa que você já fez ou viu alguém fazer?

Você é gentil e solidário com seus amigos e inimigos? Alguns adolescentes falham no  testemunho cristão, pois agem com severidade e estupidez, em vez de agir com bondade e benignidade. Fique atendo, não jogue fora as oportunidades, aproveite todos os momentos para realizar atos de amor e bondade em nome de Cristo, pois assim glorificará o Pai celestial.

Fazendo o bem na igreja
Leia Gálatas 6:10
Na caminhada cristã, cruzamos com muitas pessoas carents e necessitadas, mas antes e ajudá-las precisamos atentar para as necessidades dos nossos irmãos em Cristo, pois primeiro temos que cuidar da família da fé.

Há algum adolescente na igreja que esteja carente de um par de sapatos, de uma camiseta ou, quem sabe, precisando de uma Bíblia? Fique de olho (ficar de olho nos adolescentes novos que vem no culto da escola dominical, temos que convidá-los. Quem quer ficar responsável pela recepção destes adolescentes?)... Aproveite as oportunidades... Exerça sua benignidade e bondade em favor desses irmãos na fé.

Fazendo o bem em casa
Ler 1 Timoteo 5:8
Você ja deve ter visto aquele tipo de cristão que é bondoso e solidário com as pessoas de fora, mas é preguiçoso na prática do bem em favor de sua própria família. Pense nas inúmeras oportunidades de fazer o bem em casa: Lavar um prato sujo, colocar o lixo na rua, limpar o quintal, arrumar a cama ou ajudar o irmão mais novo na lição de casa.
Lembre-se de que o fruto espiritual da bondade e da benignidade deve ser praticado diariamente na escola, no bairro e principalmente no convívio familiar. Você precisa acordar e praticar a bondade, servindo sua família e contribuindo para manter tudo organizando e limpo na sua casa.

Fazer o bem na escola
Leia Colossenses 3:8
A violência é uma realidade no ambiente escolar. Alunos cheios de maldade, ira, inveja e ciúmes fazem guerra uns contra os outros; nem mesmo o professor escapa e alguns educadores são agredidos com palavras, gestos e ameaças (lembrar o caso do aluno que deu um tiro na professora esta semana em São Caetano do Sul - SP). Nesses contesxtos de guerra, o adolescente cristão deve ser benigno, bondoso, amigo, companheiro e gentil na prática do bem.
Mesmo no contexto de guerra, o fruto do Espírito deve resplandecer em sua vida por meio do amor e das boas obras, continue buscando com perseverança a pacificação entre seus colegas, realizando atos que reflitam a bondade de Cristo.

Fazendo o bem aos que fazem mal
Leia Lucas 6:32-36
Fazer o bem àqueles que nos fazem bem é fácil, mas fazer o bem àqueles que nos fazem mal é muito difícil. Você é capaz de ser condoso e benigno com seus inimigos?
Pense naquele adolescentes que o agrediram com palavras e gestos. Pois bem, esse é o seu chamado! Como Cristo, você deve sempre pagar o mal com o bem (Rm 12:9,17,21), pois assim que mostrar ao mundo quem é o Pai celestial.

Aproveitando as oportunidades
Leia Romanos 12:17
As oportunidades de fazer o bem estão nas situações comuns do dia a dia; seja na escola, no trabalho, na igreja, na rua ou numa loja, você terá a oportunidade de servir a Deus, servindo outras pessoas (Mt 25:31-46).
Você não é responsável para realizar todo bem que precisa ser feito no mundo, mas você deve fazer o bem que Deus planejou para você fazer. Então, comece agora mesmo, não perca tempo nem as oportunidades!

Chegada
Apesar de bondade e da benignidade fazerem parte do fruto do Espírito, você precisa da graça divina para desenvolver essas virtudes. Então, busque na graça e no poder de Deus, por meio da oração e da leitura bíblica, o fortalecimento e a sabedoria para fazer o bem.

Bíblia e família
Não seja “grosseiro” e “estúpido”, pratique a bondade e a benignidade, sendo generoso, amoroso, agradecido e educado com seus pais e irmãos.
Você também pode fazer alguma visita aos idosos e enfermos de sua igreja nesta semana. Certamente eles ficarão muito felizes com a visita e a atenção de vocês.

Roteiro de leitura
Romanos 15:14-21
Provérbios 21:21
Salmos 31
Provérbios 3:3
Salmos 86
Efésios 4:32
1Pedro 3:10-11

Conteúdo da aula dada em 25/Set/2011

sábado, 19 de maio de 2012

Se liga! Re-ligados para um relacionamento




Mente e coração
“Dai ouvidos à minha voz e fazei tudo segundo o que vos mando; assim sereis a mim por povo, e eu vos serei a vós outros por Deus” Jeremias 11:4b

Texto e contexto
O texto de Jeremias 1:1-17 mostra uma dura exortação de Deus para o povo por meio de Jeremias. É muito provável que a profecia de Jeremias tenha sido revelada durante o reinado de Josias. A situação era de grande calamidade, pois Judá encontrava-se entregue a adoração idólatra, queimando incenso para Baal (v.17). Jeremias estava profetizando o exílio do povo na Babilônia por conta desse relacionamento superficial e hipócrita para com Deus. A única exigência que Deus fazia a eles para que fossem obedientes (v.7), que guardassem os seus mandamentos e assim esperassem as bençãos que já lhes estavam reservadas. Não era uma relação de barganha que Deus desejava ter com eles. O relato de Isaías 1 também nos mostra aquela religiosidade, que não necessariamente simbolizava a submissão do povo diante do seu Criador e Senhor. Muito mais do que sacrifício e realização de cerimônias, Deus desejava relacionar-se de forma amorosa com seu povo, supondo suas necessidades e recebendo do povo a adoração sincera e reverente. Apenas não se esqueça de esclarecer aos alunos que foi o próprio Deus quem instituiu todos aqueles cerimoniais e festas, ou sejam ele desejava ser adorado por meio daquelas manifestações. O problema não estava em realizar aqueles rituais e sim sobrepujar a necessidade de se ter um relacionamento de intimidade e principalmente de obediência a Deus.

Texto e vida
A tendência ao legalismo é uma tentação que deve nos preocupa. Muitas vezes olhamos para nossa própria vida e acabamos nos sentindo numa posição de conforto quando percebemos que temos trabalhado bastante na obra de Deus. É muito comum nos conformarmos com esse status, achando que pelo fato de estarmos atuando em diversas áreas significa que nosso relacionamento com Deus está saudável. A Bíblia é clara quando diz que “aquele que pensa estar de pé, veja que não caia”. Só o pensar em estarmos de pé deve nos fazer tremer e temer, pois não é o fazer ou o realizar que nos garante um relacionamento de intimidade com nosso Deus. O estudo da Palavra não deve ser jamais negligenciado, mesmo quando pensamos que apenas estudando a lição para a aula de domingo é suficiente como meditação da semana. Nosso contato com a revelação de Deus deve ser diário, para que não corramos o risco de sermos como o povo de israel que, de tempos em tempos, se esquecia dos feitos que o senhor havia realizado no meio deles. Devemos nos lembrar de que, com todos os recursos de que dispomos, não há desculpas para um relacionamento superficial com a pessoa do nosso Deus.

Foco
  • Perceber que as muitas tarefas desempenhadas na igreja e em favor dela não garantem o bom relacionamento com Deus;
  • Conscientizar que Deus toma a iniciativa de se reaproximar de nós, não para que sejamos meros cumpridores de regras, e sim, para que nos relacionemos de forma amorosa com ele.

Partida
Você faz ou já fez parte de alguma rede de relacionamento na internet? É muito comum, por causa dessa tecnologia, as pessoas terem a oportunidade de reativar relacionamentos que foram perdidos por vários motivos – seja mudança de cidade, mudança de igreja, de escola, etc. A internet acaba sendo responsável por reaproximar pessoas que em algum momento de suas vidas estiveram conectadas por alguma razão. De certa forma, a religião, ou a igreja, também podem ter esse efeito na vida das pessoas promovendo novamente uma conexão. Mas que conexão é essa?

Fique ligado
Você sabia que religião na verdade quer dizer re-ligação? Mas que re-ligação? A re-ligação do ser humano com a pessoa de Deus. Você deve se lembrar que assim que Adão e Eva pecaram, seu relacionamento com Deus foi rompido, desligado, e eles foram separados de Deus (Gn 3:1-10).


O resultado da “mancada” deles foi a perda da conexão com Deus. Isso deve ter sido muito pior que os castigos dados por Deus a eles. E olha que não foram poucos (veja os versos 14-19)


Adão e Eva traíram a Deus. A decisão de comer do fruto proibido por Deus mostrou como eles não estavam satisfeitos com o que Deus tinha dito ser muito bom (Gn 1:31). O que você faria se estivesse no lugar de Deus? É aí que entra a tal da religação. Deus poderia muito bem ter desistido deles, dexando-os viver como quisessem, sendo eles mesmos o seu próprio Deus (Gn3:22). Acontece que Deus não é como nós. Ele apresenta a maneira como iria ligar ao ser humano de novo. Nesse texto de Gênesis, Deus já começa a revelar seu plano de mandar seu Filho Jesus para nos ligar novamente a ele.


Aí você pode perguntar: o que eu devo aprender sobre essa tal de re-ligação?
1.  Ter uma religião não nos garante relacionamento com Deus
Talvez você possa estar enganado quando ao que significa ser ligado a Deus. Nem sempre estar na igreja todo domingo, cantar ou tocar no conjunto de música, participar das programações de sábado, representa um relacionamento real e íntimo com Deus. Os fariseus, no tempo de Jesus, cumpriram todas as exigências da religião que seguiam, mas na vida real, eram mentirosos, metidos a espirituais, e se achavam o máximo quando iam depositar ofertas na igreja. Em outras palavras, a vida deles não combinava com as regrinhas que eles seguiam à risca. Eles achavam que só cumprindo essas normas ficaram bem na fita com Deus. Acontece que não era isso que Deus queria deles, e Jesus deixou isso bem claro. Veja esses textos: Mateus 5:20; 12:1-8; 7:21-23; 15:1-9.
  
2.  A religião só tem sentido quando parte do nosso relacionamento com Deus
Deus é uma pessoa. Claro que ele não é uma pessoa qualquer. Sendo um ser pessoal ele deseja que o nosso relacionamento com ele não se limite apenas ao cumprimento de regras ou obrigações com a nossa igreja, por exemplo. Isso tudo é muito importante, mas quando ele toma a iniciativa de nos re-ligar novamente, faz isso para que nós venhamos a amá-lo acima de tudo. Amar implica em respeito, reverência, obediência, fidelidade, intimidade... Não é assim que acontece com um casal? Os dois concordam em amar e fazer o bem um ao outro. Existe um compromisso. Quando falta respeito diante do compromisso assumido o resultado pode ser um final infeliz!


Pit stop
Cuidado: ser religioso não significa ser íntimo de Deus. Veja esse texto: 1 Samuel 15:22

Chegada
Religião e relacionamento são dois lados de uma mesma moeda: Deus nos re-liga para então podermos nos relacionar com Ele.

Bíblia e família
Converse com a sua família sobre este texto do blog. No caso de pais cristãos e ativos na igreja, o tema da lição pode ser um bom assunto para um bate papo sobre as atividades na igreja e relacionamento com Deus. Em caso de pais não crentes, procure mostrar a eles que sua vida cristã vai mais além do que seus compromissos com a igreja.

Um pouco mais
Vídeo Atitude: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rSeTDZDKEN8


O roteiro de leitura
  • Isaías 1:11-17
  • Isaías 1:18-20
  • Malaquias 1:6-14
  • João 3:16 (Este todo mundo sabe na ponta da língua, se ainda não sabe, tente gravar na sua mente para a próxima aula)
  • Mateus 15:1-20
  • Efésios 2:11-16
  • Salmos 40 (todo o capítulo 40)
Este estudo foi dado na classe da UPA no dia 23/outubro/2011.